
Queria ser para ti, um milésimo do que és para mim. Queria que ao dizerem meu nome, se lembrasse da menininha tonta que sou e sempre serei. Queria que ao me ver na rua você se recordasse das palhaçadas que já fiz para lhe chamar atenção. Queria que ao assistir um filme romântico, onde uma garotinha faz de tudo para conseguir o amor de um homem e fracassasse, você se lembrasse de mim […] Talvez, se recordasse de meu rosto por pelo menos dois minutos eu me sentisse menos fracassada e desorientada por lembrar do seu em todos os segundos de um dia. Quem sabe daqui dois meses a frequência com que teu rosto apareça em meus olhos, teu cheiro esteja em todos os frascos e essas músicas melosas me lembre você passe. Ou ainda quem sabe eu nunca mais me esqueça. Recorde-me como alguém tão preciso de si, como o idiota em todas as situações, lembrar de ti como algo bom, mas passageiro, ou nada bom. Como quiseres. Lembrar de ti como a saudade que fere, como o sorriso na boca de uma criança. […] Porque fiz de muito e parei de amar-me por dentro, fui sendo a sua menina e não mais a menina que eu era. Tudo rodava em torno desse psiudo nós, que eu criei nesa mente embaraçosa, talvez a primeira escolha fosse mais apropriada nesse momento, retirar de mim tudo o que deixastes, sorrir um pouco e sentir o ar livre. Poder respirar com que o pulmão não doa, e estar pronta para lhe querer assim por mais tempo, mesmo que errado. Algum dia fomos certos o suficiente? E mesmo que não fossemos posso lhe dizer que não éramos o ”casal” mais bem sucedido, mas éramos um, e para mim já era o bastante. Tínhamos planos como qualquer um, fizemos promessas de um futuro promissor, e nada saiu como deveria. Mas não vem ao caso, querido. […] O erro foi meu, eu sei, pois o erro não é amar alguém, é acreditar que ela possa nos amar na mesma intensidade. Mariana e Melissa (faltadeinocencia)