“Já fui uma pessoa inteira, de ideias concretas e de sonhos prestes a se realizar. Já fui um ser que ainda acreditava no tal amor, um ser que realmente tinha as suas esperanças. Até todo o mundo me jogar toneladas e toneladas de “Não”. Uma tonelada de frases, diversas, que fui incapaz de ler todas. Não existe amor. Se você corre por você, ninguém correrá. Ilusão será sua melhor companhia e a solidão um dia passará de uma opção. Toneladas que pesavam em meus ombros, culpas e precauções que me impediram de ver o que havia no fim da estrada. O medo da rejeição lá na frente, o medo das respostas e das ações. Descobrindo um pouco o poder das palavras ditas e o quão mais forte é o poder das palavras não ditas. Quebrei a cara uma vez aqui, duas ali, três naquela paradinha rápida daquela paixãozinha doentia e irei quebrar muitas mais vezes por ai. Rasguei meus planos, troquei minhas metas e mudei meu eu. Me tornei a fria, a estranha e a calculista. Esqueci como se cai, só me lembro agora como se levanta. Esqueci como se faz para voltar, agora lembrou-me apenas do que me faz impulso. Esqueci a forma em que me puseram no chão, mas me lembro perfeitamente como coloca-los lá também. Aí perguntam-me se lembro quais os caras que me transformaram “nisso” e respondo-os com um sorriso forçado, de um jeito estranho mas sincero: Um só! É nessas idas e vindas da vida, nessas ondas intermináveis e na chuva incessável que percebo: Quantidade para que importa se um pode fazer por muitos?Mariana Tarifa