Odeio gente baba ovo, gente que faz tudo para aparecer e principalmente aqueles que são oferecidos demais. Odeio gente idiota que se vê como engraçado, odeio piadas fora de hora e odeio mais ainda rir dessas piadas. Gente com ciúmes em excesso me cheira traição, odeio rótulos e perseguição. Odeio desconfianças em um relacionamento e odeio quem ainda não aprendeu que o que mantem um boi no pasto é o capim e não a cerca. Odeio gente dramática, sem amor próprio e que corre atrás do outro como cachorrinho atrás de um osso. Odeio dois beijos, odeio que falem o que devo ou não fazer. Odeio gente que mente em excesso, gente que cria histórias absurdas e que encontra seu grande amor cinco ou sete vezes ao ano. Odeio “eu te amo” dito toda hora, melosidades me enjoam e odeio ausência de amor. Odeio nariz empinado, odeio quando a classe social fala mais alto que o coração e odeio também quando o dinheiro compra um casamento. Odeio divórcios, odeio falta de importância e egocentrismo. Odeio quando a roupa lhe define e as palavras viram vento. Odeio quando as falas movem montanhas e as ações as paralisam. Odeio gente contraditória, a palavra no lixo e a atitude dentro da gaveta […] Odeio quando você tá longe, odeio quando não me liga e odeio mais ainda não conseguir odiar nada quando você está aqui.
— Mariana Tarifa